Mas não são só coisas ruins e estúpidas que ocorreram até a metade desta semana. Eis os destaques que eu dou para três notícias que falam de estupro e pedofilia.
Aqui no Rio Grande do Sul -
Taxista é condenado a 34 anos de prisão por morte de menina Aliás, alguém pode me explicar uma coisa? Não tem uma lei brasileira que limita até 30 anos a pena?! De que adianta esta pena "virtual"?
Em São Paulo e no Paraná -
PF prende três em operação contra a pedofilia Como o taxista (da notícia aí de cima) estuprou uma menina de nove anos, em Erechim/RS, há dois anos, acho que cabe salientar essa operação da Polícia Federal.
Na África do Sul -
Sul-africana inventa camisinha feminina antiestupro Leia maisApesar de ser uma invenção polêmica, acho muito interessante ter algum dispositivo que, pelo menos, tente minimizar os casos de estupro e agressão. Ainda mais na África do Sul que tem como dados oficias cerca de 50 mil estupros por ano e tem inúmeras vítimas do HIV/Aids. O protótipo já foi testado em mulheres, para ver se fica confortável. No entanto (e obviamente), não tiveram teste feitos com homens. Isto porque a camisinha adere de tal forma ao pênis do agressor, que ele só pode tirá-la cirurgicamente. O que, no meu ponto de vista, é mais um ponto a favor da camisinha. O agressor tem de ir a um hospital, fazendo com que seja identificado.
Por enquanto, só foram feitos testes com os chamados "pênis realísticos", que são vendidos em qualquer sex shop.
Muitos dizem que a invenção só vai fazer com que o agressor fique mais furioso, agredindo ainda mais a vítima. Mas vamos pensar um pouco...se sem camisinha antiestupro já existem muitos estupradores que espancam brutalmente as vítimas e as matam! Corre-se o risco do aumento da fúria do agressor, mas a vítima se previne de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada e ainda pode ajudar a identificar o agressor, que com muita dor, só pode retirar a camisinha por meio de uma intervenção cirúrgica.
Acho isso um avanço e tanto. Tomara que funcione tão bem nos pênis de verdade.
É claro que não podemos deixar de lembrar que muitas crianças são estupradas (meninos e meninas), seja por pai, parentes ou desconhecidos. No caso dos meninos, fica impossível pensar em um aparato como esse da camisinha. As meninas muito pequenas também não têm muitas possibilidades de usar a camisinhas. Mas acredito que com operações mais efetivas como o combate à pedofilia, punições exemplares de agressores e métodos de proteção (como o caso da camisinha) podem, sim, diminuir casos estupro.
Ao ler essas notícias, eu também fiquei pensando...o que vai ter de mulher usando a camisinha com o marido agressor. Casos de violência doméstica têm aos montes por aí. Não só espancamento e agressão psicológica, mas sexo forçado, mesmo. A gente nem tem idéia do enorme número de casos de mulheres que são diariamente violentadas, mas que não vêem os maridos como estupradores, pois, afinal, se casaram com eles. Grande parte das vezes, os maridos que fazem sexo forçado com suas esposas, acabam tentando violentar enteados(as) e até seus próprios(as) filhos(as).
Cabe aqui salientar que também existem muitos casos de agressão física contra os homens por parte de esposas. Só que são menos divulgados.
E que esses comentários em relação as notícias não são baseados numa visão cega, onde as mulheres são as vítimas e os homens são culpados.