Eu e a Carla fomos no show da
Zélia Duncan, que ocorreu no Teatro do SESI, neste domingo (17/7), às 20h. O show foi bom, pena que muita gente não podia acompanhar melhor as músicas do novo CD da cantora, que se chama:
pré-pós-tudo-bossa-band. É que por problemas de distribuição o CD ainda não chegou às lojas. Até o site dela está construção, mas é possível ver o material básico de divulgação do novo trabalho.
Apesar da roupa - um macacão vermelho que parecia roupa de palhaço - a Zélia Duncan tem uma presença de palco muito boa. Ela é bem natural e tranqüila, mas não deixa de mostrar a preocupação de quem leva a sério o seu trabalho e gosta que tudo saia o mais próximo da perfeição. A preocupação principal era explicar as parcerias das músicas do novo CD.
Só que tudo não é tão perfeito assim. O problema, dessa vez, foi o público. Gente pedindo música até vai, mas dizendo: "Manda um beijo pra Raíssa". Por favor! Chinelagem é pouco. A Zélia ficou meio sem jeito e ignorou tal pedido. O pedido veio depois de um comentário da cantora, que ao avistar duas crianças na platéria, disse: "Adoro crianças no meu show". Outra pentelha foi uma mulher que pediu a música Alma. Educadamente, Zélia atendeu ao pedido. Esse momento foi o que todo mundo se levantou pra dançar. Tudo bem, até aceitável. Mas as pessoas não deixam o show correr naturalmente. Poxa! Afinal era show de divulgação do CD novo. Deixa essas músicas-hits para o bis. Ô povinho afoito.
Deixando de lado essas coisas ridículas que ocorrem, o fato é que o show da Zélia é muito bom. A voz da Zélia não sofre muitas alterações em relação a gravação em estúdio, sujeita as mais modernas edições. Ela consegue manter o vigor de sua voz (ok! são anos de experiência) durante todo o show (foram 2 horas de show). Embora eu não goste muito dos graves acentuados que ela emite, achei que ela manteve um equilíbrio legal.
Os destaques são muitos. Começando pelo guitarrista dela. Ele toca bandolim, cavaquinho, violão, guitarra, lap steel...É bem completo. Adorei a guitarra dele, semi acústica. Um timbre ímpar! O violão Martin da Zélia também tem o seu valor.
A percussionista e o baterista, mostraram versatilidade e sutileza (o que eu dou mais valor, visto que é muito fácil fazer estardalhaço). Além disso, tocaram flauta transversal.
Músicas de destaque do repertório do show: "Tô" (CD - Eu me transformo em outras) | "Carne e Osso" (do novo CD - parceria dela com o Paulinho Moska) | ""Eu não sou eu" (do novo CD - destaque para as imagens refletidas numa estrutura de fios grossos) | "Capitu" (do CD Eu me transformo em outras).